Carlos Carvalhas em Monte-Gordo

Um Governo de <em>show-off</em>

Uma sardinhada, em Monte-Gordo, reuniu, no sábado passado, militantes e simpatizantes do PCP, a que se juntaram muitos turistas de férias, num agradável e saudável convívio, onde não faltou o momento político.

PCP promete não dar tréguas ao Governo de Santana Lopes

A iniciativa, promovida pela comissão concelhia de Vila Real de Santo António com o apoio da JCP, decorreu no Parque das Merendas da Mata das Dunas. Uma mata que tem sido alvo se várias propostas de recuperação e tratamento, apresentadas pelo PCP, no âmbito do PIDDAC, sempre que é discutido o Orçamento de Estado.
Bem disposto, Carlos Carvalhas – presente na iniciativa - fez uma intervenção curta, sintética e contundente sobre a política do Governo, os fogos florestais e as perspectivas de futuro para o País. Prometendo não dar um minuto de tréguas a Santana Lopes, para que este Governo se vá embora o mais depressa possível, pediu mesmo ao Governo que aproveitasse Agosto e fosse de férias, pois durante esse período não faria mal a quem trabalha.
«Só se ouvem queixas: os vendedores queixam-se de que não vendem, as pessoas queixam-se de que não têm dinheiro»», afirmou, segundo a Agência Lusa, o secretário-geral do PCP, referindo-se à crise económica em que o País mergulhou e cujo fim não se vislumbra, visto que as previsões do crescimento da economia em Portugal apontam para um PIB (Produto Interno Bruto) ao nível de 2002.
É a consequência de «uma política de apertar o cinto, de travagem da economia e de diminuição dos salários reais», sublinhou Carlos Carvalhas, que acusou o Governo de Santana Lopes de estar a seguir a mesma linha de política negativa do anterior governo, só que «com mais espectáculo, propaganda e marketing político.» Aliás, a anunciada descentralização de ministérios para fora de Lisboa, ficou-se, afinal, pela mudança de apenas algumas secretarias de Estado. Em resumo: «é a política do show-off, com muita despesa, muita propaganda e poucas obras».
Sobre os recentes fogos florestais, Carlos Carvalhas recordou que o PCP tinha razão quando disse que as medidas haviam sido tomadas tarde e a más horas, considerando não constituir a falta de dinheiro desculpa razoável, quando se continua a sustentar a presença de tropas no Iraque.
Por fim, o secretário-geral do PCP defendeu que os três candidatos a líder do PS, José Sócrates, João Soares e Manuel Alegre, se pronunciassem sobre a alienação pelo Estado da empresa de combustíveis Galp e a privatização de empresas estratégicas.


Mais artigos de: PCP

Demissão na PJ deve ser esclarecida

O PCP regista como «facto positivo» o pedido de demissão de Director Nacional da PJ apresentado por Adelino Salvado, «personalidade cuja nomeação e diversas decisões concretas o PCP criticou oportunamente», numa nota de imprensa de anteontem.O Partido sublinha, porém, que as extensas razões invocadas por Adelino Salvado...

Independência da Justiça ameaçada

A intenção do Governo de investir uma parte dos 100 milhões de euros do Fundo de Garantia Financeira da Justiça no mercado de capitais merece a viva condenação do PCP. É «inaceitável», diz, que «numa situação de crise endémica na Justiça e de enormíssima carência de meios e investimentos no sistema de Justiça - na...